Palhaça Angelina

Sobre o espetáculo e o processo de criação

Mini Bio

Rosa Antuña é uma coreógrafa que vem desenvolvendo um consistente trabalho na cena de dança contemporânea e dança-teatro brasileiras. Uma multiartista que traz em sua poética o hibridismo de linguagens e a pesquisa com o feminino. Traz em sua pesquisa também a preocupação com o meio ambiente, além da conexão com as danças de culturas populares.

Em 2023 graduou-se Bacharel em Artes Plásticas, pela Escola Guignard, UEMG, tendo como trabalho final uma vídeo-instalação tríptica sobre a sua “Trilogia do Feminino”.

Formada em dança pelo Centro Mineiro de Danças Clássicas (1995), com especialização no Centro Pro Danza de Cuba (1996) e na Palucca HochSchule für Tanz Dresden, na Alemanha(1998).

É discípula do Odin Teatret, tendo participado de imersões e residências artísticas em 2008 em Brasília, 2013 e 2014 no Rio de janeiro, 2015 e 2020 na sede do Odin, em Holstebro, Dinamarca.

Trabalhou no Chemnitz, Dessau e Erfurt Theater, na Alemanha e, no Brasil, no Balé da Cidade de São Paulo, Grupo de Dança 1° Ato, Mimulus Cia de Dança e Cia Mário Nascimento.

Criou a “Trilogia do Feminino”, três solos de dança e teatro que discutem questões da mulher contemporânea. São eles “Mulher Selvagem” (2010), “O Vestido”(2013) e “A Mulher que Cuspiu a Maçã”(2015), este último, com direção da atriz italiana Roberta Carreri com estreia no Odin Teatret, em Holstebro, na Dinamarca. Circulou com eles por todo o Brasil, nos principais teatros e festivais e em 2023 esteve em temporada no Centro Cultural São Paulo, obtendo grande aceitação do público e da crítica. Em 2018, a convite do Festival Dança em Trânsito, apresentou o solo “O Vestido” em Paris, durante uma residência artística.

Em 2003 ingressa na Cia Mário Nascimento como bailarina e posteriormente atua também como professora, ensaiadora, assistente de coreografia e então co-diretora da companhia ao lado do coreógrafo Mário Nascimento. Assinou as coreografias “Dança de Brinquedo”(2018), “Garrafa Enforcada” (2016), esta juntamente com Mário Nascimento e “A que ponto chegamos” (2016).

Assinou ainda várias coreografias para o CEFART (Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado, Belo Horizonte, MG), para o Grupo Êxtase, Viçosa, MG e para a Cia de Dança Mitzi Marzzutti, em Vitória, ES.

Dirigiu a peça “De Perfumes e Sonhos”(2011), de sua autoria e também a peça a “Ciranda das Horas”(2013), produzida por Juana Miranda, em Brasília (DF).

Assinou a direção e coreografia dos espetáculos “Rios Voadores” para o Corpo de Dança do Amazonas (AM) (estreia em junho de 2022 no Teatro Amazonas, em Manaus), “Ninho” para a bailarina Liu Moreira (Palmas, TO), “Dançando Villa” para a Curitiba Cia de Dança, “Vil Elvira”, para Eliane Miranda (Vitória ES) e em 2023 “O que Sinto por Você?” para a Cia do Mato (Campo Grande MS).

Em julho de 2023, em Belo Horizonte, fez a estreia do espetáculo “Angelina”, um solo de dança, teatro e palhaçaria.

Em 2024 assinou a direção de “Pétalas que Caem”, projeto da Voe Produções (Vitória, ES), “Maria Vermelha”, para Bel Sousa (Belo Horizonte, MG) e “Estardalhaço” para o Grupo Experimental de dança do Corpo Cidadão.

 Integra o Coletivo Balacobaco, com Sandra Santos, Renato Augusto e Werner Glik,  de dança-teatro, dirigindo o novo espetáculo “Tempo”.

Em 2025 inicia o processo de criação de seu novo solo de dança-teatro: “A Dança da Mulher-Árvore” e o duo “Como as Folhas Caem”, com a também diretora e coreógrafa Luiza Braz Batista.

Dirige a Casa Rosa, um espaço para workshops, criações, residências artísticas, além de vivências com mulheres que buscam o auto-conhecimento e o equilíbrio do feminino.